marina

A máquina é uma idéia interessante. É algo que se constrói. Que pode ser construída. Por gente, por pessoas.
Não é uma coisa que já existe. Não, não existe. Só existe se você inventar.
Não dá pra descobrir, tem que inventar, construir.
Todo dia a gente faz essa máquina funcionar. Sim. De quinta a domingo, lá no galpão do Jardim Botânico. É uma engrenagem complicada, cheia de pactos ficcionais e encontros “verdadeiros”, cujas roldanas são feitas de fábulas alheias e o combustível é uma invenção diária de pensamentos, ações, reações. E não é só isso. A máquina é complexa. É uma invenção compartilhada, existe porque a gente quer que exista. Ou continua tentando. Falhando. Tentando. Falh

3 Responses to “marina”

  1. Carla Says:

    A máquina de abraçar me remeteu, o tempo inteiro, ao universo poético:um lugar de latência, de pulsão: o lugar do humano – num momento tão caótico, onde até em humanização se fala, tamanha a distância que o mundo tem nos posto da nossa essência.

    “A sabedoria pode problematizar o amor e a poesia, mas o amor e a poesia podem reciprocamente problematizar a sabedoria” (Edgar Morin, em Amor Poesia e Sabedoria). Foi isso que vi naquele palco essencial na noite de ontem.

    Me seduz Clarice soprando a vida – “Pensar é a concretização, materialização do que se pensou. Na verdade o pré-pensar é o que nos guia, pois está ligado intimamente à minha muda inconsciencia” A não palavra, o não brilho de Mariana.

    Me seduz Manuel:

    ”Agora só espero a despalavra: a palavra nascida
    Para o canto – desde os pássaros.
    A palavra sem pronúncia, ágrafa.
    Quero o som que ainda não deu liga.
    Quero o som gotejante das violas de cocho
    A palavra que tenha um aroma ainda cego.
    Até antes do murmúrio.
    Que fosse nem um risco de voz.
    Que só mostrasse a cintilância dos escuros.
    A palavra incapaz de ocupar o lugar de uma imagem.
    O antesmente verbal: a despalavra mesmo.”

    Lindo espetáculo!

  2. julianna Says:

    vocês pensam em vir com a peça para porto alegre? estive no rio e delirei atrás de ingressos… delírios de corpo máquina, delírio de máquina-desejo. não posso saber a peça, não tive essa oportunidade. mas pude sentir o que repercutiu no vento de todo o esforço poético. espero ter a oportunidade de assistir a essa vertigem. pensem em vir!

  3. Danielle Granieri Says:

    Olá!

    Qual data e local,será a estreia de A Máquina de Abraçar em SP? Vocês já tem previsão? Será ainda em 2009?
    Sou atriz também e tenho muita vontade de ver essa peça,mas no momento não estou no Rio, mas em SP. Obrigada.

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