elas
domingo, agosto 30th, 2009


Arthur e Caetano, num sábado ensolarado, filmando vertigens no parque de diversões.
.

Mari soprou as velinhas no dia 25 de agosto, durante nosso almocinho, no galpão da Gamboa. Denise, ao fundo, de chapeuzinho. Denise, você é uma bruxa. Do oeste. Que bom que os ventos a trouxeram.


apresentando a banda:
Marina e Arthur .
Mariana, Raul e Cabelo.
Malu e Carol.
Sobre a peça, mais interessante do que contar a história, ou fazer uma sinopse dos acontecimentos, penso que citar Deleuze analisando Carroll possa ser mais acertado: “Em Carroll, tudo o que se passa, passa-se na linguagem e pela linguagem; não é uma história que ele nos conta, mas um discurso que nos dirige.”
Ainda assim, poderia se dizer que, durante uma conferência, uma psiquiatra e sua paciente autista, tentam relatar para uma platéia” indescritível” sua experiência terapeutica. Íris, a autista, foi trazida do silêncio e da imobilidade para o mundo da comunicação através dos métodos pouco convencionais de sua terapeuta Miriam. Porém, durante a conferência, as coisas começam a fugir do controle…

vem ver as moças. escuta. prestenção. pára. vem ver, ói que lindo. são elas, a coisa. são elas, ói só. é pra elas, pra mais nada. é por elas, o caminho. aquieta. deixa, arreda pra lá. quem vier, veio. quem quiser, fica. quem sonhar, formou.
meus anjos do realismo fantástico, obrigada!!!
amo vocês.
MARICOTINHA.
Como?
Um processo de criação envolve tantos detalhes, humores, tanta profundidade e extensão de conceitos, tanta tanta coisa. Trabalhamos em direção ao entendimento de um material pré existente -o texto e na criação de outra realidade a partir dele. Essas outras realidades-são desconhecidas. São o mistério e é preciso muita dedicação e afinação dos instrumentos disponíveis, do corpo do espirito, e da mente do diretor e dos atores . Da preparação corporal, do assistente, da produção e de toda a equipe de criação, de artistas.Está sendo altamente desafiante e revelador estar em cena com marina , ser dirigida por malu e trabalhar com o texto do sinisterra. Sou uma atriz acostumada a trabalhar com a criação livre, com dramaturgia aberta e é pela primeira vez que enfrento um texto deste porte, de tamanha contemporaneidade e amplitude semântica. Mas é pela via de entendimento da Malu que pude me aproximar dele. Por que é dela que veio o insight, ou o deslumbramento necessário para começar uma obra de a rte. E ela tem me guiado e nos guiado com mão tão firme e delicada , tão compreensiva de trabalho interno que uma atriz tem de realizar, que me joguei de cabeça nas suas mãos e na sua cabeça. Estamos numa viagem estratosférica, para outras dimesões, outras paisagens, outras pessoas,outros…

fora de foco
“Você está tranqüila? Quer que a gente comece agora?”
“Você está tranqüila. Quer que a gente comece agora. Estou. Estou tranqüila. Quero que a gente comece agora.”